Destruição Criativa: difícil, mas necessário

Parar não é fácil para ninguém. Estamos (ou estávamos) acostumados com um ritmo alucinante de acontecimentos, trabalho e produção. Fazer e fazer o tempo todo. Talvez este seja o momento do “para quê”. Talvez o momento de rever o que estamos fazendo com o mundo que nos cerca e conosco mesmos. O que precisa ser destruído? O que precisa ser construído?

Em meio a tudo isso, topamos com um artigo super interessante cujo link coloco aqui:

http://www.othercanon.org/papers/index.html

Reinert, Hugo and Erik S. Reinert: Creative Destruction in Economics: Nietzsche, Sombart, Schumpeter.

Bom, se você não conhece o conceito de destruição criativa e anda em crise, vale a pena ler. É um pouco denso, mas traz algumas idéias fundamentais como as que seguem:

  • É da natureza do ser humano (e da economia, já que o artigo vai até o nível mais macro) transformar-se. Nietzche já dizia.

Não é fácil, porque nosso instinto conservador é muito forte e a idéia de destruição nos amedronta, mas é necessário. Superar-se é a base da inovação (tanto se a considerarmos como transformação pessoal quanto se a levarmos para o nível das relações ou mesmo dos negócios ).

  • Uma das capacidades fundamentais de quem quer ter essa capacidade de transformação é saber lidar com opostos, com paradoxos.

Quem tem essa capacidade normalmente “sai na frente” porque evita escolhas prematuras e fáceis e suporta viver o processo de destruição na sua intensidade para nele buscar um novo estado.

  • Essa transformação seria um sinal de saúde. O que se conserva igual, morre.

Fácil falar, difícil de fazer. Seja na vida pessoal ou nos negócios, destruir para criar dói, mas nos coloca mais perto da natureza e até das nossas próprias células, que nascem e morrem todos os dias.

O autor faz também um exercício interessante de buscar a origem do conceito de destruição criativa, que está, por exemplo, na mitologia grega (a idéia da Phoenix que renasce das cinzas), na mitologia hindu (Shiva seria o deus da destruição e Brahma o da criação) e mesmo no cristianismo (ressurreição de Cristo).

Dá pra se inspirar e pensar que somos parte de um movimento maior.

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