Vida online, geração facebook e a importância do diálogo

quais os seus valores?

quais os seus valores?

O artigo de Gary Hammel chamado The Facebook Generation and the Fortune 500 foi indicado por uma colega de Ning, Barbara Dieu, e considerei bem interessante.

Nesse artigo, Gary Hammel menciona 12 características da vida on line que dão o que pensar. Traduzi apenas os títulos, que já são “food for thought”.

Segundo ele, nesse ambiente:

1. todas as idéias competem igualmente

2. contribuições contam mais do que credenciais

3. hierarquias são naturais, não prescritas

4. líderem servem, mas do que presidem

5. tarefas são escolhidas, não designadas

6. grupos se auto-definem e organizam

7. recursos são atraídos, não alocados

8. o poder vem através do compartilhamento de informações e não do acúmulo

9. opiniões são compostas e decisões são revisadas pelos pares

10. usuários podem vetar a maioria das decisões/políticas

11. recompensas intrísecas são mais importantes

12. hackers são heróis.

Você pode até ainda não estar vivendo algumas dessas tendências, mas pense nisso como uma mudança de cultura que está tomando corpo diante dos seus olhos.

No mundo do trabalho, alguns setores estão mais expostos a essas modificações do que outros.

Se você trabalha na área de comunicação, tecnologia ou criação, provavelmente já está sentindo que a nova geração de profissionais vem  com essa cultura. Se trabalha com recrutamento e com jovens profissionais, é quase inevitável que saiba exatamente do que Hammel está falando.

Não sei como os ambientes de trabalho se tornarão atrativos para esses jovens, mas quem pensa em aprendizagem e inovação precisa parar para refletir com calma. Em que tipo de ambiente essas pessoas se sentirão a vontade? Quanto tempo elas trabalharão num escritório? Como engajá-las em projetos? O que fazer com as hierarquias? Como recompensá-las?

Fora a nova geração, o que dizer dos que já estão e que talvez tenham dificuldade de atuar e liderar nessa cultura?

Para não ficar só na angústia, vamos indicar uma das mais sábias tendências que conhecemos para lidar com tudo isso: o diálogo. Tão simples quanto isso. Seja na própria rede ou fora dela, os métodos de diálogos participativos (ou conversações abertas, como preferir) são acessíveis a qualquer um, catalizam o que emerge de cada grupo, são altamente engajadores e permitem que se construa conhecimento de forma simples e rápida. Além disso, esses métodos têm uma ética muito mais próxima daquela proposta nas 12 características acima do que os workshops tradicionais.

Um desses métodos é a investigação apreciativa que, segundo seus autores, “envolve uma descoberta sistemática do que dá vida a um sistema vivo quando este está mais vivo, mais efetio e mais capaz de construir em termos econômicos, ecológicos e humanos.” No Brasil ela ficou famosa devido ao caso da Nutrimental. Se você não conhece, vale a pena.

Logo postaremos mais sobre isso.

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