Pensar de cabeça para baixo

Óntem recebi o vídeo “Weird or just different” via Facebook e fiquei pensando não só nas diferenças culturais, mas em como, de fato, tudo “o que é” poderia ser ao contrário. Quantas possibilidades libertadoras isso nos abre.

E se os médicos ganhassem quando estamos saudáveis?

E se os nomes fossem dados aos quarteirões e não às ruas?

E se saíssemos de guarda-chuva quando faz sol e quando chove tomássemos banho nas ruas?

E se os filhos trabalhassem e as mães fossem à escola para refletir sobre como o mundo funciona?

Tudo isso está presente entre nós, nas diferenças entre Oriente e Ocidente, mas também em tantas outras sutilezas que podemos perceber no modo de ser do outro. Talvez a diversidade passe por legitimar essas inversões, ser capaz de rir e se apropriar delas ao ponto de incorporá-las no nosso cotidiano.

Hoje é dia de não tomar banho.

Hoje é dia do ateu procurar anjos.

O mundo é assim, mas poderia ser ao contrário, como no livro “Ou Isto ou Aquilo”, da Cecília Meirelles que lemos quando meninos.

Aqui está escuro, mas poderia ser ao contrário. Sou branca, poderia ser ao contrário. Durante a semana andamos de carro e no fim-de-semana, de bicicleta. Poderia ser ao contrário.

Enfim, divirta-se com o video. Há tanto o que subverter hoje em dia!

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