Complementando o post sobre PKM

Hoje tive uma conversa com um grupo sobre a articulação de uma rede da qual eles fazem parte. A certa altura, surgiu um conceito vindo do livro “Nascimento da Era Caórdica” de Dee Hock, que por sinal está na íntegra no google books.

Diz o autor: “A primeira e suprema responsabilidade de quem pretende administrar é administrar a si mesmo: integridade, caráter, ética, conhecimento, sabedoria, temperamento, palavras e atos. É uma tarefa complexa, interminável, incrivelmente difícil e muitas vezes evitada. A administração do eu é algo a que dedicamos pouco tempo e raramente dominamos, pois é muito mais difícil do que determinar e controlar o comportamento dos outros. Sem administração do eu, ninguém está preparado para ter autoridade, mesmo que a tenha. Quanto maior autoridade tiver, mais perigoso vai se tornar. É a administração do eu que merece metade do nosso tempo e o melhor da nossa capacidade, para que não nos escapem os elementos éticos, morais e espirituais de tal empreitada.”

Raramente transcrevo um trecho tão longo no blog, mas pensar as organizações como parte da natureza complexa me parece fascinante. Qual o papel de cada um de nós nesse contexto?

A idéia de PKM olhada à luz da “administração do eu” ganha outro tipo de força, menos instrumental. Passa a fazer parte de uma atuação que nasce do reconhecimetno da singularidade e da influência de cada um no ambiente que o cerca.

É nesse estar consciente de quem somos e como nos relacionamos com um todo complexo que a vida nas organizações pode fazer afinal algum sentido.

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