Inovação para a Sustentabilidade – Servicizing

Ganhamos de presente o vídeo que está no fim deste post sobre a importância da transição de uma economia focada no aumento da produção e do consumo para uma economia focada em serviços. O que isso significa? Significa que o consumo colaborativo, o aluguel de coisas das quais não precisamos todos os dias ou mesmo o compartilhamento, são um caminho claro para uma nova cultura de consumo, onde o usar substitui o ter.
Os dados são claros. Em 2030 precisaremos de dois planetas se o consumo continuar crescendo no ritmo atual. As iniciativas de redução de impacto da produção no meio ambiente muitas vezes barateiam produtos e acabam tendo o efeito colateral do aumento do consumo. No caso do Brasil o maior do poder aquisitivo da Classe C, apesar de não ter nada a ver com produção mais sustentável, mostra como ainda há esse desejo, como nossas vidas são focadas em ter mais e mais. A consequência são estradas lotadas, shoppings sendo construídos em cada esquina e tudo muito justo. Todo mundo quer um lugar ao sol, ou na praça de alimentação do shopping.
Por isso uma das questões da inovação hoje é o fator cultural. Se inovação, como acreditamos na Dobra, é produzir o futuro que queremos, é preciso que ela se dedique a mudar a nossa forma de viver o cotidiano; o que valorizamos, o que compramos, sobre o que conversamos com nossos amigos quando falamos das “melhores coisas da vida”.
Talvez esteja nascendo um novo contexto, em que essas “melhores coisas” sejam experiências menos materiais e não estamos falando da elevação espiritual do ser humano (ainda) mas simplesmente em um novo modelo no qual experimentar está à frente de possuir. É uma GRANDE mudança de filosofia de vida!
Talvez a transição de parte da nossa vida para o ambiente virtual também reforce essa tendência: vamos viver experiências que podem ter algum vínculo com o mundo da matéria e do consumo, mas também podem estar encerradas alí, num lugar em que o consumo de recursos é baixo. ape
Isolamento? Alienação? Não necessariamente. Outra descoberta recente. Estamos participando do beta-test de um sistema chamado greenApes (http://www.greenapes.com/en) que vai ajudar as pessoas a entender o seu padrão de consumo, consumir de forma mais sustentável (ou evitar o consumo) e formar comunidades em torno do tema da sustentabilidade de uma forma divertida. A experiência tem sido incrível! É uma inovação que vai na direção da mudança do padrão de consumo. Amén (sic).
Como diria o mestre Maturana, a cultura se faz a partir da nossa rede de conversações, então, que essas iniciativas possam abrir novos caminhos.
Eis o vídeo. Divirta-se e inspire-se.Servicizing

One comment

  1. Cultura, rede de conversações, usar mais, ter menos, ser mais. Em tudo que vejo como questão para uma vida desejada de mais equilíbrio vejo as crianças, nossos filhos, jovens, inundados por todos os lados, ainda, por nossa cultura. A revolução para desconstruir o olhar humano e reconfigurar o aplicativo de 6, 7 Bi de pessoas convida-nos para novos aprendizagens. Voltemos todos para a Escola; vamos transformar as Escolas, nos transformar. Escola, desde sempre, era algo que se associava à cultura das pessoas e da sociedade. Hoje, deixou se ser formadora e transformadora e se especializou na reprodução. Chegamos ao 30o. aniversário de Blade Runner e nos descobrimos uma geração de homens máquinas…

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